Era apenas mais um dia de chuva qualquer, de uma cidade qualquer .
Caminhando lentamente sem me preocupar com nada além da própria respiração.
A primeira luz que eu visse no caminho era aonde eu deveria estar. ou aonde eu não devesse
Vi ao lado esquerdo da rua, um bar, e um homem com um semblante meio rude
Eu passei pelo homem e entrei no bar.
No balcão tinham vários copos sujos o ambiente era meio vazio,
mais acho que aquela hora da noite. não se encontrara muitas pessoas
Olhei para o dono do bar e perguntei aonde poderia fazer uma ligação.
Já estava ficando meio aflito
Então ele me disse para ir até a avenida e lá encontraria um telefone, como estava longe a avenida.
resolvi ficar mais um pouco naquele lugar. Então pedi a ele um copo de qualquer bebida
e fui até a porta fumar um cigarro.
Nunca gostei de fumar em ambientes fechados. as pessoas parecem sempre me observar .
Quando percebi o homem que estava na porta já tinha ido embora.
Fiquei lá durante uns 20 minutos olhando para o nada tentando encontrar respostas para as minhas perguntas
Até que eu vi uma pessoa dançando naquela rua vazia caminhando sem direcção alguma,
sem se perder mais sem se encontrar. talvez eu tenha me identificado com aquela imagem.
ou talvez a bebida já estivesse fazendo algum efeito retardatário, eu não sei . Meio que não consigo assimilar .
Quando estava mais perto consegui olhar mais detalhadamente, era uma menina sorridente com fones de ouvido e usando uma blusa de frio muito grande que parecia ser de algum garoto, ela tinha a calça rasgada no joelho e cabelos pretos bagunçados, pele branca e um sorriso que não dava pra esquecer jamais. ela entrou no bar e ao passar por mim disse oi. Nada tão surpreendente, afinal éramos só nos dois no bar sem contar com o homem que estava nos atendendo, que nem sequer deveria ser o dono do lugar .
Talvez ela estivesse lá procurando o seu caminho e talvez eu estivesse aqui com o coração despedaçado.
Duas histórias que em algum ponto se cruzariam e se separariam foi o que eu pensei na hora talvez.
Mais não demonstrei nada eu acho. Eu sorri meio que de lado e disse oi. Então ela pegou um copo e se sentou na minha frente na calçada e ficara ali olhando a chuva se enfraquecendo . Naquele breve instante entre um gole e outro a manga de sua blusa ficava curta mostrando os seus braços finos, foi então que eu percebi que ela tinha algumas marcas nos braços, parecendo serem feitas com unhas ou até mesmo com mordidas, eu não sei.o por que mais mais senti uma certa vontade de conhece-la . Foi ai então que começou a minha história ...

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