E encontrei em um quarto vazio a solidão monótona de sempre,
naquele lugar onde um dia, estiveram nossos corpos se entrelaçando entre palavras que nos fariam
perder o ar e nossos carinhos e risadas bobas
Um cheiro de livro velho pela casa, misturado com o cheiro do seu perfume,
Palavras vazias faladas a ninguém. Um lugar que parece abandonado
Seu gosto ainda em minha boca, Seu cheiro em todos os cobertores, em todos os lençóis
Sua voz sussurrando baixo e devagar quando eu passo pela cozinha.
mas não há ninguém aqui. Não há sorrisos, não há histórias. só alguém.
Um coração pela metade, E não há bifurcação em minhas veias que se liguem a outro coração, a não ser ao teu.
As palavras o desejo o meu eu quando encontra o teu. O café sem açúcar que costumava tomar errado, está cada vez mais simples sem você, seu sorriso rindo de mim.
Veja que aqui não existe mais nada. só um lugar para uma mente vazia, barulho de carros, fotos antigas que não vão reveladas .
Ainda consigo me lembrar como teus braços eram minha morada, como sua tristeza era a minha tristeza, e seu sorriso era tudo que eu precisava, é tudo que eu preciso agora.
gostaria de saber como esta, gostaria de saber como eu estou ai
Gostaria de saber quem ou agora, sem você aqui .
Meu refugio é estar ao lado teu, e nessas desventuras. Eu me perco. eu me encontro, eu me iludo. Eu relembro
Tome cuidado quando for subir as escadas dançando sem se importar se tem alguém por perto. Tome cuidado com seus gestos e suas manias de enrolar o meu cabelo quando eu mais preciso do seu carinho.
lembra quando tinha medo de segurar as minhas mãos ?
Agora elas estão aqui, frias, gélidas... sem seus dedos entrelaçando os dedos meus. sem meu corpo tocando o seu. Sem minha dor sentindo a sua dor. Sem meu amor, sem pó de café no armário, sem a nossa bolha na qual ninguém poderia entrar. Com o meu eu encontrando a ti buscar. Com o meu eu longe de ti. Com copos cheios de nada. com sorrisos que não buscam nada, a não ser enganar a quem vê. talvez eu não precise de mais nada. talvez eu não precise mais de você. talvez eu não precise de razão. Por que estou me enganando . Devo estar me privando de sonhar. Devo estar me entorpecendo de açúcar, de solidão e de angustia. Do que um dia eu já fui. Do que um dia já fomos.
E sorrindo, como se fosse a coisa mais natural do mundo. E ria, como se eu fosse a pessoa mais engraçada que já conhecera, ou apenas fazia esses gestos por felicidade, e eu, bem, eu sorria de lado, tímido, como eu sempre fora... o simples já foi especial. Agora é algo que entedia, e meu bem, minha cabeça vazia se torna um aposento especial teu. Não que eu não queira te guardar em meu peito, local tão úmido e apertado, tão teu que tu nem aceita segura-lo mais... tu que não queres mais este aposento e escolhera outro lugar para ficar... sabe, naquele nada que costumávamos discutir. Talvez seja nada, mas meu bem, seja lá o que esteja procurando, mesmo que seja nada, serei teu nada, tudo, o que quiseres... só não me deixes continuar confundindo os achocolatados com cafés, sucos de maracujá com laranja, sal com açúcar... não me deixes confundir de propósito, só para esperar que tu me corrijas. Mas vou perceber, meu amor, que me ensinas com tua ausência, e quando eu notar, e quando voltar, espero ainda precisar de ti. Da próxima vez, eu terei rotulado os potes, assim como fiz com o meu amor. Arranque minhas costelas e veja: teu nome reluz em meu coração.

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