Passava da meia noite.
Estava calor.
Deixei a janela aberta, esperando que você viesse.
É claro que você não escalaria minha parede, pularia os muros de minha casa e viria se deitar comigo; mas você viria à minha mente.
É claro que você nunca saía de fato da minha mente.
Mas em noites como aquelas, você vinha de forma diferente.
Minhas mãos eram as suas, minha respiração era a nossa, meus gemidos ecoavam os seus.

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