Sempre tentei não demonstrar tristeza perto dela, não que eu tenha ficado triste por tudo aquilo, mas eu ficava triste por ver ela emanando tanta dor e sofrimento.
Quantas noites de sono eu perdi pensando nela, eu amava tanto ela que cada palavra que escrevo agora, parece arranhar minha alma.
Tivemos bastante discussões e também tantas lembranças boas.
Todos os dias eu ia visita-la, levar chocolate e flores que ela tanto gostava, ela segurava minhas mãos forte, parecia tão agradecida, como se aquilo fosse algum tipo de favor.
Eu amava ver aquele sorriso, amava ouvir ela cantar pra mim, amava tudo nela.
Durante muito tempo eu a visitei e estive ao seu lado
Lembro da última vez que eu a vi, olhei para a varanda pela janela. 
Seus pais falaram para eu ir lá, para tentar lhe fazer sorrir um pouco.
Eu segui e fui lhe abraçar, ela estava com um olhar triste e vazio.
Eu perguntei o que foi e ela só balançava a cabeça em sinal de negação. 
Fiquei de joelhos e beijei os seus pés, me levantei e voltei a abraçá-la, segurei ela com força em meus braços e podia sentir em meu ombro suas lágrimas caindo.
Ela disse que não aguentava mais tudo aquilo.
Então eu disse que aquilo tudo era só uma etapa a ser conquistada e que algum dia ela iria conseguir se levantar de novo, e que eu iria ficar ao lado dela para sempre.
Ela costumava dizer que não queria que eu a visse naquela cadeira de todas.
E eu continuava a falar que iria a ama-la de qualquer jeito para ela parar de idiotice. 
Então eu a pegava no colo, colocava no sofá e a enchia de beijos e carinhos.
Mas naquele dia ela disse que não estava se sentindo bem, e me disse para ir para casa.
Fui para casa, e fiquei pensando no que poderia fazer para que ela não ficasse tão triste, comprei um anel para lhe dar de presente, então guardei.
No outro dia de manhã antes de eu poder ir visitar ela seus pais me ligaram, me disseram que ela havia partido, eu não entendi muito bem o que eles queria dizer no início, mas quando desliguei o telefone parecia que tudo havia desabado sobre mim.
Eu sinto falta dela e ainda não sei bem o que fazer sem ela aqui, sem aquele sorriso, sem aquele jeito bobo. 
Eu jurei cumpriria todas as nossas promessas antes de poder me deitar ao lado dela algum dia. 
E isso talvez seja a única coisa que me mantem longe da completa loucura.
Todas as manhas tento imaginar aqueles braços me envolvendo, mas junto me envolve a saudade.

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