Eu decidi ir, e assim fui.
Meus medos de ver o mundo lá fora me seguraram durante muito tempo em seu quarto, mas dessa vez eu precisava ir, precisava seguir em frente, olhar para meu reflexo no espelho e saber que era aquele o caminho que eu deveria seguir.
Apenas fui, segui a correnteza que se fez eu seus olhos e escorri pela bochecha, mesmo sabendo que era o que precisava ser feito, ainda pensei em olhar para a janela, mas eu não fiz. Não tive coragem, porque sabia que se não batesse a porta, forte o bastante para o prédio inteiro ouvir, eu iria querer ficar ali para sempre.
Enrolado em seus braços e com seu cheiro enrolado em meus lenções.

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