E hoje como a muito não acontecia, você me veio. Invadiu meus pensamentos e me fez sua. Fez-me sentir saudades de seus abraços, seu riso e seu olhar. Encheu-me de sensações. Arrepiou-me. Excitou-me. Seus lábios percorrendo minha pele, sua língua a deliciar-me. Confesso a ti, senti sua falta. Seus toques. Seu corpo. Sua alma. Seu cheiro. Você. Da forma que me leva aos céus, e ate mesmo da forma que derruba-me ao inferno. Explica-me a forma que fazes isso comigo. Explica-me como consegue me elevar aos céus e em questão de milésimos derrubar-me ao inferno. Explica-me porque sempre tens que ir. Porque não fica? Porque necessitas tanto partir? Senta. Delicia-me com sua presença. Seu corpo. Sua alma. Permita-me transformar. Permita-me toca-lo. Senti-lo. Amá-lo. Permita-me mostra-lo que podemos ser ‘nós’. Eu sei isso é em vão. Nada do que eu diga transformará o que temos. Por quê? Porque não existe ‘nós’, existe o ‘Eu e Você’. Só existimos na cama. Na intimidade dos corpos. Entre quatro paredes. É assim que sempre foi, e assim sempre será. Contento-me com isso, sem deixar-me abater. Sempre soube que ia ser assim. Esse era o plano. Esse sempre foi o plano. Isso sempre foi da gente.


Priscila Moura

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