Estendi meus braços, e senti meu corpo ser puxado para aquele buraco no meio do mar.
Vi os estalos da madeira do barco, que cada vez se despedaçava junto com meu corpo.
As minhas entranhas arrancadas, como a de um garoto que não sabe nadar. Meus gritos que pareciam inaudíveis perto do som do oceano negro que me engolia, podia se ouvir soar a milhas de distância. Senti meus olhos arderem, minha visão ficar turva, me afogar em toda essa dor.
Quando tudo terminou uma sereia passou ao meu lado, levou minha cabeça em seus braços, mas era tarde, tarde demais e apenas o que sobrou foi o fim, e até por fim, fim.

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