Não vou-me importar com meus erros de português/sintaxe, apenas quero escrever, e foda-se seus argumentos, de que as coisas não têm que ser assim dessa forma, se não forem da forma que imagina ou tende a imaginar, não importa.
Acho que tenho que contar como tudo começou e como chegamos a tudo isso, e não, por caralho algum eu estou falando de algum relacionamento meu. Estou falando apenas do Jorge, ou do personagem que vocês acham que sou.
Não eu não uso uma mascara, não é porque escrevo coisas com teor sexual que eu usaria uma mascara para isso, por favor deixa a hipocrisia no canto vai! Que eu sei que você gosta, e é normal isso, é do ser humano.
Não sou ninguém para julgar isso, muito menos você é alguém para me julgar, sou apenas eu e você.
Enfim, eu amo este site como parte de mim, ele surgiu há alguns anos atrás, e para ele surgir eu acabei deixando para trás uma sala de rpg do qual eu narrava, e sentia uma sede por escrever.
Sempre escrevi, desde muito cedo eu já escrevia poesias, lembro parcialmente até da primeira poesia que escrevi aos 5 anos de idade, tudo bem que com o tempo fui largando esse meio de poesias e foram virando textos mais ou menos complexos, depende do ponto de vista.
Isso me ajudou bastante a compor músicas, a criar boas desculpas quando eu precisava e até mesmo a fazer redações. Escrever sempre esteve ao meu lado, não só como palavras mas no meu sentir, e no que eu sou como homem hoje. Valorizar cada palavra dita, cada tom de voz. Tudo!
Eu devorei cada verso que pude em bibliotecas, livros. Recitei minhas poesias em sarais, e já escrevi dois livros. Quando me deparei para escrever o terceiro, algo parecia me prender, e aquele laço que eu tinha com a poesias, com as palavras pareciam se desfazer comigo. Me vi tendo que olhar fundo dentro de mim e o que estava em meu coração mas não enxergava nada.
Já houveram momentos assim, em que nada vem, mas não dessa forma, me senti apenas incapaz de fazer aquilo, e como mais uma vez precisei me reinventar. Tentei gravar alguns vídeos recitando minhas poesias. Tentei começar a fazer outras coisas não tão importante, que não resultaram em nada. Me sinto um pouco inútil em acabar saindo desse laço que tenho comigo mesmo, e de quebrar essa corda que me liga a esse site, mas não consigo achar mais soluções eu não tenho capacidade de manter algo.
Deixei de tocar piano, tocar guitarra, violão, cantar, não tenho capacidade de andar de skate, não uso mais bandana, não ouço as mesmas músicas, e não merecia nem ao menos ter o mesmo nome do que tinha aquele menino que sonhava com ser piloto de avião, que cresceu imaginando como é voar. Eu voei, voei com o site, com todas as minhas expectativas e com todas as mudanças que poderiam vir por conta disso. Mas hoje, eu Jorge Serrano Júnior, estou deixando de vez o Papéis Rasgados. Até amanhã serão excluídas todas as postagens e a página no facebook.
Eu preciso de alguma forma seguir em frente, e desistir mais uma vez do que eu sou e do que eu já fui, e não é nada mais justo do que eu apagar minhas memórias, começando por aqui, o lugar que no meu silêncio, pude escrever tudo o que eu queria.
Preciso ter a certeza de estar fazendo a escolha certa, não estou com motivação para continuar, mas é algo que está a muito tempo aqui. Espero que entendam, e que não seja uma despedida.

Obrigado a todos, e desculpem os erros de português.
Jorge Serrano Júnior

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