Hoje eu matei um cara.
Ele já não servia para mais nada, apenas estava atrapalhando os planos.
Ele tinha passado a aceitar uma história que nem ao menos era a dele, havia parado de tentar escrever sua própria história, enquanto corria ele rasgou a mão que já não escrevia, e a cada momento ficava surdo com suas próprias palavras, já não se importava mais.
E eu tive que mata-lo, eu matei o meu eu.
E a todos dias eu tenho pensado nisso, pensado em como mudei, como tenho mudado e tenho feito as coisas serem diferentes de como eram antes. E espero que agora eu não largue tudo e volte para casa.

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